Equipe da FEC visita instalações da Biofábrica, para conhecer o programa para revitalização de lagoas de Maricá

A Prefeitura de Maricá, em parceria com a UFF e a Fundação Euclides da Cunha, desenvolveu o Programa Lagoa Viva, que conta com a criação de uma biofábrica para produção de bioinsumos. Estes microrganismos vivos estão sendo utilizados na revitalização das águas das lagoas de Maricá. O município é pioneiro na utilização de uma técnica de saneamento alternativo natural, sem química.

No dia 26/05,  o coordenador do programa, Professor Estefan Monteiro, do Departamento de Geologia e Geofísica da UFF, recebeu a equipe de colaboradores(as) da FEC na Biofábrica, em Maricá. A equipe também foi convidada a participar da inauguração do novo Centro de Inteligência Ambiental – Aequor, local onde são avaliados todos os dados levantados, resultando na otimização dos métodos de aplicação de microrganismos no meio ambiente.

“O evento foi um momento simbólico, onde foi confirmada a importância da universidade na aplicação de políticas públicas. Estamos atingindo resultados nunca vistos no Brasil, sendo fruto da parceria formada, neste projeto, entre entidades como CODEMAR, UFF e FEC. Essa é a prova que um grupo capaz chega onde quer.” relatou o Prof. Estefan.

A cerimônia de abertura contou com o Prefeito de Maricá, Fabiano Horta, e o Presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (CODEMAR), Olavo Noleto. Representando a Governança da FEC, Daniela Quaglioz Freitas fez um discurso que provocou emoção nos presentes. Compartilhamos um trecho abaixo:

“A realização deste projeto contou com o engajamento e o compromisso de centenas de pessoas. O dia de hoje é resultado de muito esforço coletivo, no qual cada pessoa participante foi peça-chave, importante e indispensável para sua execução. Essa é uma estrutura promissora que representa conscientização e empoderamento social e eu, como representante da Fundação Euclides da Cunha, desejo que este espaço possa utilizar todo o seu potencial. Contem sempre com a FEC e com a certeza de que estaremos de braços abertos e à disposição para atendê-los, auxiliá-los e cooperar com o que for necessário para viabilizar a execução de projetos.”, declarou Daniela.

A biofábrica fica no bairro de São José do Imbassaí. Os bioinsumos produzidos ali são lançados na lagoa para “orquestrar” e organizar os microrganismos já existentes no sistema lagunar. Em formato de bolas sólidas ou em líquido, destroem os resíduos (lixo orgânico nas lagoas).

Como funciona o processo:

O ecossistema local reúne alguns microrganismos bons, alguns microrganismos nocivos e alguns microrganismos neutros. Os bioinsumos aumentarão os microrganismos neutros, “treinando-os” para trabalhar com microrganismos positivos, restaurando gradualmente a vitalidade do ecossistema. Os resíduos das lagoas são então convertidos em novos resíduos que servem de alimento para peixes, camarões e pássaros, reativando a cadeia local.

Para saber mais informações sobre o projeto, acesse https://aequor.site/.